Como Patrimônio e Suprimentos da Porto Seguro, sob o comando de José Francisco Gonçalves Martins, trabalha a gestão de Facilidades nos sites pelo Brasil
Uma área que vale por SETE
Patrimônio e Suprimentos é hoje um departamento formado por diferentes áreas corporativas, que juntas (desde 2000) vêm comprovando sua eficácia no suporte ao core business da maior seguradora do país, a Porto Seguro
Primeira do Brasil a abrir mercado de ações, se tornando uma corporação, a Porto Seguro S.A. é uma empresa de números expressivos, mas também de idéias processos e pessoas inteligentes. Principalmente quando falamos no departamento que suporta todo o funcionamento.
Por isso, conhecer a fundo a área de Patrimônio e Suprimentos é entender como esta companhia alcançou tantos patamares nesses 60 anos de mercado. São cerca de 6.500 empregados diretos além dos terceiros e dos mais de 20 mil corretores cadastrados. Sua atuação abrange todos os ramos de seguros, como Auto, Saúde, Vida, Residência, Transportes, etc., bem como outros produtos: Previdência, Financeira, Alarmes Monitorados, Consórcio, etc.
O Eng. José Francisco Gonçalves Martins, ou simplesmente “Martins” (como prefere ser chamado), conta com o apoio dos seis profissionais que gerenciam cada ponta do trabalho. São eles: Adriano Souza de Almeida (Obras e Projetos Prediais); Cássia Carvalho (Eventos); Hélio Ivanaga (Almoxarifado); Paulo Sérgio de Carvalho (Expedição); Maria Aparecida Coelho (Serviços Gerais); e Fernando Fernandes (Cedocs).
Veja na entrevista exclusiva como é o dia-a-dia desses Facilities, quais os principais desafios, os números e estatísticas, o modelo de gestão da Porto Seguro – que só no segundo trimestre de 2006 atingiu a cifra dos R$ 1.758 milhões.
Da esq. p/ dir.: Fernando Fernandes, José Francisco Martins, Hélio Ivanaga, Paulo Sérgio de Carvalho, Adriano Souza de Almeida, Cássia Carvalho e Maria Aparecida Coelho
Quais os diferenciais da Porto Seguro? José Francisco Gonçalves Martins – Temos um Call Center próprio, com cerca de 1.200 funcionários que trabalham no Edifício Dino Bueno, localizado nessa região da cidade, chamada de Complexo Matriz da corporação. Possuímos CPD contingenciado (a segurança é um fator muito importante para a “Porto”). Nossa frota de 482 veículos leves funciona a gás – a economia ficou em torno de R$ 750 mil ano passado. Além disso, a Central de Documentos é totalmente terceirizada. Outro item que merece destaque é o monitoramento de veículos via satélite. Hoje estamos instalando rastreadores nos veículos segurados. E,por fim, os serviços agregados a produtos, como socorro mecânico, serviços automotivos, reparos nas residências e em eletroeletrônicos, monitoramento eletrônico em residências, entre muitos outros serviços.
A área de Patrimônio e Suprimentos sempre funcionou sob esta nomenclatura?
Martins – O departamento foi criado em 2000, unindo essas várias vertentes – áreas corporativas, cujas atividades são distintas, porém com interatividade e sinergia o suficiente para manter e desenvolver esta gerência, que ao longo desses anos vem comprovando sua eficácia, sempre tendo como base os valores da eficácia, transparência, discrição e ética. Só em 2006, foram R$ 5,6 milhões de economia corporativa a partir da gestão.
O senhor falou de um Call Center próprio. Por que não terceirizado? Martins – Nisso, a Porto Seguro fez questão de seguir na contramão do mercado por considerá-la uma área de negócios. Ela considera o Call Center como estratégico. Para se ter uma idéia, hoje, o funcionário dessa atividade é obrigado a ter qualificação. A dinâmica, a contratação – tudo é bem complexo. Ele fica localizado no Edifício Dino Bueno, um prédio só para este fim, aqui ao lado, na Alameda Dino Bueno, 266 [Campos Elíseos/SP], com toda infra-estrutura e contingências necessárias para jamais paralisar.
Obras e Projetos Prediais (OPP)
Quais são as atividades ligadas à divisão Obras e Projetos Prediais? Adriano Souza de Almeida – Tudo relacionado a obras, manutenção, projetos de engenharia, avaliação de imóveis e layout. Ano passado, por exemplo, tivemos 294 mudanças de layout. “Mudar” aqui faz parte da rotina, da cultura da empresa.
Os 190 imóveis administrados são próprios ou locados? Como é a gestão de toda documentação?
Adriano – A divisão de OPP é responsável por administrar cerca de 262 mil metros quadrados em imóveis pelo país. O percentual entre próprios e alugados é quase que equivalente. Na abertura de novos sites entra a estratégia de negócio para a decisão entre adquirir ou locar – tudo vai depender de localização, mercado, das condições de venda. Quanto aos documentos, toda a gestão é feita em São Paulo com o apoio dos funcionários que têm a sua função administrativa nesses imóveis pelo Brasil, orientados pela nossa equipe. José Francisco Gonçalves Martins – Não é produtivo nem financeiramente viável mantermos uma estrutura em Manaus, por exemplo, só para esta atividade. Por isso, a Porto Seguro criou uma figura chamada “Administrativo da Sucursal ou Regional”, ligada diretamente ao gerente de Produtos daquela unidade. Entre outras funções administrativas, ele nos apóia na gestão do Patrimônio. É uma forma de ter nessas localidades alguém com autonomia e responsabilidade. Mas a inteligência dessa área está aqui. As diretrizes sempre saem da Matriz.
Central de Monitoramento da Porto Seguro e Praça Princesa Isabel: uma das cinco praças urbanas sob o cuidado da área de Serviços Gerais
E no caso das manutenções?
Martins – Vamos pensar: a Regional Belém precisa de serviços de pintura. Esse Administrativo de lá entra em contato com o OPP, expondo as necessidades. Orientamos para solicitar orçamentos, características do material, entre outras premissas, para que se faça a concorrência, mande para cá e a gente valide.
E esse processo acontece através da Internet... Adriano – Temos um sistema de help-desk, destinado ao Patrimônio. O primeiro passo é abrir o chamado. Nosso analista faz a avaliação, a habilitação do recurso, e essa solicitação só é encerrada após o efetivo atendimento. Alguns de nossos imóveis têm seus próprios contratos de manutenção. Mas onde isso foi possível? Em localidades onde existe esse custo-benefício, comum em “grandes praças” como Rio de Janeiro e Salvador. Já nos sites menores, é feito dessa maneira. Só aqui em São Paulo são 65 imóveis. Nestes, temos contratos de manutenção volante, com rotinas preventivas e corretivas, SLAs de atendimento pré-definidos (Indicadores de Performance), etc.
Esses SLAs partem da sua área ou é um acordo com o terceiro? Adriano – É um acordo com o terceiro, mas que sofre ajuste a cada três meses. Só para se ter uma idéia: tínhamos três tipos de severidade no quesito manutenção, chamadas de 1, 2 e 3, sendo a 3 a mais grave; a 2 é a mais branda... Começamos o contrato, em 2000, com nível de severidade em 3, sendo atendida em até oito horas. Hoje, este número está em duas horas. Estamos buscando a nossa meta; ainda não chegamos aonde queremos.
E quanto aos recursos naturais? Adriano – A área de OPP também é responsável por toda a gestão do custo de água, energia – os custos fixos. Há 15 anos trabalhamos a pauta de redução dos recursos naturais. Nossa curva de performance já atingiu o patamar limite em economia de energia. Agora o trabalho é manter. Promovemos todos os ajustes tarifários, controle de demanda. Uma curiosidade: as grandes unidades consumidoras não estão em sistema de débito automático. Fazemos questão de analisar as contas antes de efetuar o pagamento. Nossa rotina é bastante pesada em energia e água. Martins – Há também um trabalho de conscientização do usuário, e tudo isso somado acaba levando a uma redução significativa. Na última versão atingimos uma economia anual de quase R$ 1,5 milhão em gastos com energia.
Vocês trabalham também com energia livre? Adriano – Não. Optamos por ficar só com as concessionárias. As agências reguladoras determinam que, ao romper um contrato com a concessionária, esta pode escolher voltar ou não a fornecer, dependendo da energia disponível. Levando em conta este cenário no Brasil, trata-se de um risco que não vale a pena correr. Martins – Outras decisões também são estratégicas, como os geradores dos prédios que estamos construindo. A pergunta é: vamos colocar a gás? A estratégia disse que não, mas estamos estudando outras alternativas de combustível. O gás ainda não se mostra confiável quanto ao fornecimento; ainda requer investimentos governamentais. Adriano – Nossa decisão foi investir em segurança tecnológica ao invés de aplicar em uma fonte alternativa (a qual você não tem ainda um cenário muito claro). Possuímos geradores com quadros de transferência, redundância e uma série de facilidades que asseguram uma maior confiabilidade.
Eventos
Mais de 1.000 eventos por mês. É um número que assusta, não? Cássia Carvalho – Na verdade: uma média de 1.300 por mês (com 26 mil pessoas atendidas), além das quase 300 diárias com hotéis num período de 30 dias. São eventos de pequeno, médio e grande porte. Em alguns eventos chegamos a atender até 4.000 pessoas. São cafés da manhã, almoços, chás da tarde, jantares, festas temáticas e eventos para corretores, funcionários e clientes. A Porto Seguro fideliza o corretor e o cliente da melhor maneira possível.
Há outros eventos, além dos temáticos? Cássia – Sim. O “Conhecendo a Porto” é um desses encontros. O funcionário pode trazer a sua família para conhecer o local de trabalho. Também promovemos vários eventos de ação social, esses em parceria com a área de Responsabilidade Social da companhia. Também fornecemos suporte ao prédio que congrega pós-graduação e outros cursos, como os específicos para corretores; são no mínimo 700 pessoas por dia. O atendimento a este público chega, inclusive, a abranger festas de formatura.
Quantas pessoas fazem parte desse time? Cássia – No total, somos em 10 pessoas, além do pessoal que dá suporte no dia-a-dia. Mas terceirizamos tudo: alimentação, cenário, som... Temos vários parceiros. Se vamos ter um jantar espanhol, por exemplo, buscamos no mercado algum Buffet, parceiros de dança – pessoas/profissionais nos ajudam a “fazer acontecer”.
O que é mais complicado?
Cássia – As coisas que aparecem de última hora, os eventos solicitados para imediato, ou mesmo para desmarcar. Felizmente, por conta da parceria que a gente tem, é possível concretizar todos os objetivos. A área de eventos também tem o cuidado com os funcionários de outras localidades do Brasil, que vêm visitar a matriz. Desde a hospedagem dessa pessoa, transfers, etc.
Almoxarifado
Almoxarifado. No que se resume a área?
Hélio Ivanaga – Cuidamos do almoxarifado de uso geral. Em requisições, são mais ou menos 35.000 por mês. Entretanto, esse movimento é contínuo. Criam-se itens novos, acabando com os antigos. Hoje, esse número está por volta dos 3.600 itens armazenados por mês. Eles vão desde um lápis até o mobiliário, que é próprio e padronizado. Por uma decisão corporativa, a Porto Seguro instituiu há cinco anos o mobiliário Alberflex como padrão para todas as unidades da companhia no Brasil.
Como esses itens estão divididos? Hélio – São três partes: o estoque geral, de tecnologia e de alarme; o restante em papéis/ documentos. O estoque atende todas as 190 unidades pelo Brasil, e todos os corretores diretos, sem falar nos brindes/materiais, os quais pegamos para distribuição (alguns fazemos somente a gestão, pois os fornecedores fazem a entrega diretamente nos imóveis). Mas toda a parte de logística passa pela nossa área – aquelas cujos destinos são os outros prédios da matriz, Grande São Paulo, até 100 quilômetros. A partir disso, terceirizamos, regionalizamos o transporte, até por uma questão estratégica, ganho nas negociações. Minha equipe também gerencia manutenção de equipamentos, móveis, locomoção desses materiais quando necessário...
Quando falamos dos equipamentos de segurança ou de outros produtos (como os alarmes monitorados), todos os materiais estão sob a sua supervisão?
Hélio – Sim. Nosso enfoque é também sobre todos os produtos que a empresa comercializa – até no que diz respeito à Saúde: catálogos, folhetos, propostas, cartões, etc. Levando em conta aqueles 35.000 itens, há setores que pedem material uma vez por semana, mas cada pedido pode corresponder a um milhão de folhas, e isso é entendido como um único item. Em média, são de dois a três itens por requisição (pedido). Ou seja, esses números se multiplicam rapidamente.
Expedição
Fale-nos sobre Expedição. Paulo Sérgio de Carvalho – A área é responsável por toda a logística de documentos da Porto Seguro. Ou seja, fazemos toda a comunicação de correspondência entre todas as filiais e prédios do Complexo Matriz, composto por 22 imóveis, e também nos restantes 168 imóveis pelo Brasil. Temos aí uma operação diária de três toneladas de documentos circulando.
Como isso é feito? Paulo – O principal parceiro são os Correios. Enviamos, em média, 30 mil postagens por dia. Dizemos que é uma “operação de guerra”; para isso temos um canal de comunicação com as filiais. Para cada unidade aberta, temos um malote chegando e saindo com a documentação que precisa circular. Com relação aos produtos da companhia, a cada negócio fechado, gera-se um contrato (apólice, carteirinha, carnê). Assim que a Informática emite esse documento, montamos os kits para enviar ao cliente final, que pode ser o próprio corretor ou o segurado. O detalhe aqui é que cada kit tem a sua especificação, tipo de manual, cobertura, etc.
É um volume considerável, não? Paulo – Em termos de postagem, é um número expressivo. Mas se compararmos com o número de clientes e negócios que a Porto Seguro possui, não é tão grande. O fato é que 50% do que produzimos em termos de documentos seguem direto pelo corretor, e não pelos Correios. Isso acaba minimizando custo de postagem.
José Francisco Gonçalves Martins – Como uma área corporativa, somos cobrados o tempo todo quando se fala em custos. Em expedição via postagem, por exemplo, o número de negócios/volume aumentou (quase que dobrou) nesses últimos quatro anos, mas o custo permaneceu estagnado. Por quê? Devido à estratégia da gestão. Todas as áreas da Corporação trabalham em conjunto visando resultado.
Existem outros itens incorporados à Expedição? Paulo – Sim: central de cópias e gestão de motoboys. Já office-boy, por uma questão estratégica, não é uma função terceirizada. Pelo volume de papéis a serem transportados aqui no Complexo Matriz, entre as áreas, temos de duas em duas horas um profissional que passa retirando e entregando documentos.
Existem casos em que é preciso rastrear documentos?
Paulo – Acontece. Mas procuramos diversas alternativas para que isso seja uma exceção. Há normativas, regras de envio de documentos. Recentemente formatamos um novo tipo de envelope, em que o emitente deve preencher nome, localização, ramal do destinatário. Isso já está, inclusive, em vigor. No mais, conferimos todos os documentos antes de partir para a entrega.
Serviços Gerais
Dentro do organograma das atividades, do que cuida a divisão Serviços Gerais?
Maria Aparecida Coelho – Bom, para 265 mil metros quadrados de área construída, temos hoje aproximadamente 40 contratos só em limpeza e conservação em todo o Brasil. As prestadoras são distintas, mas existem quatro delas que concentram maiores contratos. José Francisco Gonçalves Martins – Fazendo uma comparação lúdica, no passado, percebemos que jogar todos os ovos em uma única cesta não funciona. Porque quando este parceiro tira a cesta, você, gestor, fica com os ovos na mão. Tomamos como inteligente/estratégico nenhum serviço ter apenas um fornecedor. Se houver um problema, é mais fácil de resolver. Além disso, percebemos que esta disputa entre as empresas é bastante saudável. Cada um trabalha para mostrar que tem a melhor qualidade, o melhor custo.
Inclusive, as moças da recepção nos recebem com um sorriso, uma alegria estampada no rosto... Maria Aparecida – [Risos] Isso é importante. Por isso eu luto para que dê preferência a um terceiro quando uma vaga interna é aberta. O terceiro já faz parte da empresa. De quatro meses para cá, revezamos quase 100% a recepção. A maioria já se transformou em colaborador. É então uma motivação. Além do que, os terceiros são tratados aqui como funcionários. Utilizam as mesmas instalações que os outros; promovemos treinamentos, cursos e festa de final de ano só para eles. Para aqueles que entram muito cedo, fornecemos café da manhã. Este é um diferencial.
Hoje, é comum vermos empresas de limpeza e conservação que desempenham a função de multisserviços (fazendo também controle de pragas, paisagismo, recepção...). Isso acontece nos seus contratos? Maria Aparecida – Isso é comum nos prestadores, mas em alguns casos prefiro segmentar para uma maior qualidade. É preciso entender e buscar em quê aquele parceiro tem expertise. Procuramos sempre os especialistas em determinada função. É claro que cada região tem uma cultura própria, o conceito de qualidade daqui é diferente de outras regiões do Brasil e assim por diante. Mas é importante orientar.
Quais outras atividades estão sob o escopo de Serviços Gerais? Maria Aparecida – Cuidamos de recepção, paisagismo, copa, frota e ainda manobristas. No Complexo Matriz (em que estamos falando de sete prédios) temos uma quantidade média mensal de 45 mil pessoas circulando e 8.000 veículos de visitantes. Em nível de Brasil este número sobe para 170 mil pessoas/mês. Ou seja, é muita gente entrando em uma área que precisa estar limpa, com área verde em ordem, com café quente, recepcionista motivada... Realmente é um trabalho desafiador. Outra coisa: já fazemos reciclagem há algum tempo, mas agora, com mais critério, estamos partindo de forma mais estruturada para a reciclagem. Reciclamos 16 toneladas de papel por mês, mais 6.000 quilos de papelão e plástico – uma prática que vale a pena, não só pelo cunho de responsabilidade ambiental, mas também pelos custos. Economizamos, por mês, R$ 30 mil por termos uma parceria em coleta seletiva de resíduos na Grande São Paulo.
Mais alguma parceria, que colabora para o bem-estar do usuário?
Maria Aparecida – Não só dos usuários internos, mas também da comunidade. Cuidamos de cinco praças urbanas (uma delas, a Praça Princesa Isabel), e de todo o canteiro do corredor central da Avenida Rio Branco, desde a Rua Eduardo Prado até a Avenida Duque de Caxias. Dos 265 mil metros quadrados de área construída, 20% são áreas verdes.
Central de Documentos – Cedocs
O que é o Cedocs? Fernando Fernandes – Nossa divisão é formada por Gestão de Documentos, Digitalizações e Atendimento de contatos telefônicos (Cedoc áudio). A operação da Central de Documentos é totalmente terceirizada. Não guardamos nenhum documento aqui dentro da empresa. São cerca de 100 mil caixas; cada caixa abriga aproximadamente 2.000 documentos. Em digitalizações: 1,2 milhão páginas por mês. Temos por volta de 80 mil consultas digitais mensais, feitas via Intranet (tempo real) por todo o Brasil. Em termos de tempo na execução, se um documento chega para ser digitalizado ou atendido, temos SLAs específicos para todos os processos. E estamos sempre procurando diminuir estes prazos.
Sempre foi assim? Fernando – Desde 1994, a Porto Seguro investe em gerenciamento eletrônico de documentos. Tudo é considerado documento, e não somente o que é papel físico. Pode ser uma imagem digital, arquivos das mais diversas naturezas, e-mails. A minha área fornece recursos e soluções adequadas a cada documento ou produto. Suponhamos que a companhia lance hoje um novo produto. Antes disso, existe um mapeamento, um estudo para verificar se vale a pena digitalizar este documento ou não, se o papel será guardado ou não. Ou seja, temos esse trabalho para depois aplicar a tecnologia.
E o armazenamento, é feito nas unidades da Porto Seguro ou no terceiro? Fernando – É terceirizado. Um detalhe importante: esses documentos não são guardados em uma ordem, exatamente com o objetivo de aproveitar ao máximo o espaço, e não ter caixas vazias. O que existe é um sistema de gestão, que tem a função de rastrear em quais arquivos/caixas estão os documentos que as áreas mais precisam.
E todos estão digitalizados? Fernando – Não. Depende do documento. Da área jurídica, por exemplo, que é híbrido, parte dele é digitalizado e joga-se o papel fora (ou não), parte é guardado como papel físico, etc. A gestão (o controle) fica conosco. A Porto Seguro tem essa característica: toda ferramenta é de nossa responsabilidade. Isso implica em mais segurança se considerarmos que um parceiro pode decidir encerrar suas atividades.
Para finalizar, gostaríamos de saber: a formação dos senhores, tempo de atuação e como é participar ativamente da área? Adriano Souza de Almeida – Sou engenheiro civil, há oito anos na área de gestão. Acredito que a característica mais forte desta experiência seja a flexibilidade frente às urgências, às demandas. Os prazos enxutos acabam condicionando a equipe a ter essa flexibilidade. Outra coisa: os valores, os fluxos, os números são grandes. Então, qualquer melhoria/mudança que se faça gera resultados muito expressivos. É muito gratificante participar desse processo. Maria Aparecida Coelho – Também estou na área há oito anos. Fazia parte de Serviços Gerais antes mesmo desta ser agregada aos demais departamentos, como é hoje. O mais desafiador é não existir rotina. Temos um budget a seguir, gerenciando os espaços com a melhor qualidade possível e com a propriedade ímpar que cada função exige. Lidar com o parceiro/prestador também é um aprendizado, um desafio. Nosso trabalho depende dessa sinergia incrível, de falarmos a mesma língua para fazer acontecer. Hoje, vemos toda a diferença para o cliente por este grupo estar integrado em Patrimônio e Suprimentos. É muito tranqüila a forma que o Martins conduz este grupo. Temos encontros semanais, quando alinhamos os pensamentos, diretrizes, projetos. Cássia Carvalho – Estou na área de Eventos há sete anos, mas sou formada em Administração de Empresas. Como a Maria Aparecida comentou, Eventos também é uma área sem rotina. Por outro lado, tem uma série de outras exigências – positivas – de buscar no mercado o que existe de novo, de concretizar algo, da satisfação ao ver os resultados. É importante enxergar o quanto crescemos nesse tempo, e os benefícios de estarmos integrados numa mesma área. Paulo Sérgio de Carvalho – Estou na Porto Seguro há 21 anos. Minha formação é Administração de Empresas, com especialização em Gestão. O que mais me motiva é o desafio freqüente, diário, de manter toda essa operação funcionando. Sentimos que a área é importante para o crescimento da empresa. Antes, esse departamento era meio esquecido. Hoje, não. Se você não tem essas áreas bem-definidas, bem-gerenciadas, elas impactam diretamente no resultado do negócio, de forma positiva ou negativa. Hélio Ivanaga – Tenho 14 anos de Porto Seguro. Gosto muito de trabalhar nessa área, é muito bom ver que a Logística muda a toda hora, novidades, melhorias. Além disso, a companhia nos permite essa continuidade. Fernando Fernandes – Estou na “Porto” desde 1994. Ingressei já na Central de Documentos. Meu departamento está muito ligado à concorrência, velocidade da informação, novidades. Todo dia é um pique diferente. Além disso, o diferencial da companhia é exatamente o pioneirismo. Desde aquela época, há 13 anos, a Porto Seguro visualizava a importância de investir em gerenciamento eletrônico e digitalização. Hoje, em 2007, a Porto Seguro está de fato avançada em relação a muitas outras empresas. O segredo está no planejamento que visa o futuro.
E para o Martins, como é cuidar desses “filhos” todos? José Francisco Gonçalves Martins – Diante desses números e responsabilidades, eu preciso dessa equipe. Sem eles, não seria ninguém, não conseguiria gerenciar tudo e ainda desta forma. Faço minhas as palavras deles, porque atuar aqui é sempre inovar, ter a chance de errar, mas promover um trabalho de qualidade, ter a oportunidade de crescer profissionalmente.
Call Center Dino Bueno
Diferenciado em todos os sentidos
Um dos sete prédios que compõem o Complexo Matriz, o Call Center Dino Bueno fica localizado na Alameda Dino Bueno, 266, em Campos Elíseos, São Paulo. Seu objetivo físico é abrigar as 1.500 posições de tele-atendimento, um serviço que a Porto Seguro faz questão de ter como orgânico. Para o conforto dos colaboradores, o prédio ainda oferece espaço de convivência (como a maioria dos edifícios do complexo) e infra-estrutura sob medida para a fácil manutenção e qualidade de vida desses usuários.
Call Center Dino Bueno: 1.500 posições de tele-atendimento, serviço que a Porto Seguro faz questão de ter como orgânico
Quem assina o projeto é o arquiteto Renato Siqueira. Coube à equipe técnica das diversas áreas da Porto Seguro o gerenciamento e a implantação das instalações com conceito de redundância (n+1), tecnologia de cabeamento estruturado para redes de dados e voz, com solução acústica, além de sistema de supervisão predial capaz de garantir eficiência dos equipamentos e facilidades.
Outro item que recebeu especial atenção: as posições de trabalho, desenvolvidas para conforto acústico e operacional. “Como a operação acontece em escalas que perfazem 24 horas, o projeto foi concebido para permitir manutenção sem a necessidade de interromper as atividades”, enfatiza Adriano Souza de Almeida, coordenador do departamento de Obras e Projetos Prediais da Porto Seguro.
Maioria dos prédios do Complexo Matriz conta com Área de Convivência, como esta no Call Center Dino Bueno; à dir.: perspectiva da fachada do prédio
Para conhecer com detalhes este trabalho, ouvimos a empresa Mackey, responsável por desenvolver este projeto diferenciado. “Havia a necessidade de algo fora da mesmice dos projetos convencionais de telemarketing. Após o briefing do cliente, contratamos um designer renomado para a construção de um projeto que atendesse todos os quesitos, com custo competitivo, funcionalidade e design. Observando detalhe a detalhe, uma das necessidades da Porto Seguro era de que o espaço embaixo da mesa do usuário fosse livre, tanto para uma limpeza mais fácil do local, quanto para a circulação do ar condicionado. Sendo assim, o mecanismo de regulagem e as divisórias (normalmente grosseiras) foram substituídos por uma estrutura leve e um mecanismo discreto com regulagem por pistão a gás”, conta Kenzo Inoue, diretor de Marketing da Mackey.
Segundo ele, a sujeira das mãos nos tecidos das baias também era um grande problema, uma vez que rapidamente os móveis ficavam com aspecto velho. A questão foi solucionada com a criação de uma estrutura tubular em volta do tecido. Visando a acústica foram colocados abafadores em tecido, com espuma em formato arredondado, onde o usuário também perde a noção de profundidade, acabando com a sensação de confinamento e falta de espaço. Para completar: acrílicos coloridos, que além de conferir charme ao projeto também socializam as pessoas sem atrapalhar a produtividade (há somente contato visual) – e tudo isso executado no prazo recorde de uma semana, tempo disponível para a decisão do mobiliário.