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Portal Revista Infra - quarta-feira, novembro 21, 2018
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5 usos incomuns da energia solar fotovoltaica no Brasil
Confira também o simulador solar, uma espécie de calculadora que estima o tamanho e o custo de um sistema

Notícia publicada em 01 de novembro de 2018

No Brasil, tem crescido fortemente o uso de placas solares fotovoltaicas nos telhados de casas, empresas, agronegócios e demais estabelecimentos, de olho na economia na conta de luz.

Através de um simulador solar, uma espécie de calculadora que estima o tamanho e custo de um sistema, consumidores conseguem descobrir o quanto podem economizar com a energia solar, que pode ser até 95% do valor da fatura.

No entanto, a versatilidade da tecnologia, aliada à disponibilidade da fonte, tornaram os painéis a opção perfeita para outras aplicações que necessitam de energia, a qual ainda pode ser gerada de forma limpa e sustentável.

Conheça os 5 usos  incrivelmente incomuns da placa solar para geração de energia no Brasil:

#1 Cinema solar

Uma van equipada com placas solares e que viaja o Brasil para a exibição gratuita e itinerante de filmes nacionais à população. Esse é o conceito do Cinesolar, projeto iniciado em 2013 e que até o momento já realizou 730 sessões pelo país.

Como as sessões são realizadas durante a noite, uma bateria é usada para armazenar a energia gerada durante o dia pelo painel, garantindo a sustentabilidade e tornando a exibição dos filmes literalmente movida a energia solar.

Mas o Cinesolar vai além da democratização do cinema, diversas outras atividades gratuitas são oferecidas pela equipe, todas com o mesmo viés sustentável, como Eco-grafite e Dj-eco, além do plantio de uma árvore ao final de cada sessão.

O interior da van ainda conta diversos monitores que mostram, em tempo real, a quantidade de energia produzida pelo painel, assim como animações que explicam os princípios e aplicações da energia solar.

#2 Árvores solares

Durante a edição de 2017 do festival de música Rock in Rio, várias "árvores solares" foram utilizadas como estações de recarga para os celulares do público.

Chamadas de OPtress e com o formato parecido de uma palmeira, cada uma das cinco "folhas" da árvore solar conta com células fotovoltaicas para a captação da luz e conversão em energia elétrica.

Um banco circular foi colocado na base da estrutura, onde os participantes sentavam para descansar enquanto carregavam seus aparelhos através de entradas USB.

Ao todo foram cinco árvores solares instaladas no espaço do festival, sendo que sua energia limpa ainda foi usada na para a iluminação do festival e para abastecer roteadores wi-fi e câmeras de segurança.

#3 Usina solar flutuante

Um grande conjunto de placas solares instaladas sobre a superfície das águas de uma hidrelétrica. Pode parecer mentira, mas é uma realidade desde 2014 na cidade de Rosana, interior do estado de São Paulo.

Trata-se da primeira usina solar flutuante instalada no Brasil, implantada sobre as águas da represa da hidrelétrica de Porto Primavera, de propriedade da CESP (Companhia Energética de São Paulo).

São dois conjuntos de painéis solares, um de módulos rígidos e outro de flexíveis, cada um gerando até 25 quilowatts de energia e instalados em estruturas flutuantes.

Esse tipo de usina é muito utilizado em países desenvolvidos com falta de terras para a implantação de usinas solares e oferece inúmeras vantagens, como a melhor eficiência das placas devido ao resfriamento pela proximidade com a água.

#4 Competição de barcos movidos à energia solar

É exatamente disso que se trata o Desafio Solar Brasil, competição que tem o objetivo de estimular o desenvolvimento de novas tecnologias de fontes de energia limpa e renovável como combustível para a mobilidade.

Inspirados pela primeira edição do Frisian Solar Challenge, competição realizada na Holanda, uma equipe do Polo Náutico da Universidade Federal do Rio de Janeiro começou, em 2006, a construção do primeiro barco elétrico movido a energia solar do Brasil. Após uma performance competitiva na edição de 2008 da Frisian, a equipe voltou ao país com um prêmio de incentivo para a recriação da competição em terras tupiniquins.

Realizada entre os dias 12 e 16 de setembro, a edição 2018 contou com 400 estudantes e 20 professores de diversos estados brasileiros, distribuídos entre 16 equipes e 18 embarcações, todas equipadas com placas solares e baterias.

#5 Estádios com energia solar

Graças à instalação de vastos conjuntos de placas solares, cinco estádios de futebol brasileiros já conseguem unir a paixão nacional pelo esporte com a sustentabilidade da energia solar.

São eles: o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro; o estádio do Mineirão, em Belo Horizonte; a Arena Pernambuco, em Recife; e os estádios de Pituaçu e a Arena Fonte Nova em Salvador.

A maioria desses sistemas instalados nos estádios foi resultado das obras de reforma feitas para a Copa do Mundo de 2014, o que reforça a tendência recente, e cada vez mais atual, do uso da tecnologia fotovoltaica e da energia solar.

Dentre eles, o Mineirão é o que possui o maior sistema solar, com 6 mil placas gerando 1,42 megawatts. Assim como uma casa com energia solar, o excedente da energia gerada pela usina vai para a rede da distribuidora, nesse caso a CEMIG.

Fotos: Divulgação e Rogerio Mative


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