BannerHit.asp?codigo=
PUBLICIDADE
Portal Revista Infra - segunda-feira, dezembro 10, 2018
Consulte nossos conteúdos
A lição do Colégio Renascença
Instituição implanta, em São Paulo, laboratório de energias renováveis e teto verde produtivo

Notícia publicada em 9 de outubro de 2018

De eletrônicos ao lixo orgânico, o programa multidisciplinar do Colégio Renascença, em São Paulo, está mudando a relação dos estudantes com o meio ambiente. Em um mês eles deixaram de enviar 6,1 kg de CO2 à atmosfera. Com iniciativas que incluem a permacultura e a produção de Biocombustíveis, o Programa Rena Sustentável começou com um minhocário para realizar a compostagem de restos de alimentos que antes iriam direto para o lixo e implantou um teto verde produtivo.

O programa envolve todos os alunos, da Educação Infantil ao Ensino Médio, e é coordenado pela professora Fátima Primon, Coordenadora de Ciências Naturais. O intuito é sensibilizar os alunos em relação às questões ambientais, vivenciando as práticas da sustentabilidade mais de perto e aprendendo sobre a preservação do meio ambiente e o uso de recursos naturais renováveis.

As famílias também podem colher os frutos do trabalho dos alunos que terão a oportunidade de levar para caso o adubo produzido na escola ou descartar na escola aparelhos eletrônicos sem uso ou quebrados, para que não poluam o meio ambiente.

Teto Verde

Um setor do 3° andar da sede do Renascença, na Barra Funda, foi transformado em teto verde produtivo de acordo com os princípios da permacultura. Do Ensino Infantil até o Ensino Médio, cada segmento efetuará plantios e depois acompanhará determinado grupo de plantas.

Os plantios são setorizados, desde o Jardim dos Sentidos, que conta com diversos temperos com cheiros e texturas diferentes; plantas medicinais; Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANCS) - que também evitam pragas e ajudam no controle de todo ecossistema.

Já os alunos mais velhos trabalharão com grupos em estufa e plantas bioindicadoras para estudar os impactos da poluição. "Como estamos próximos à Marginal Tietê, onde há uma frota pesada de automóveis, o nosso teto verde contará com plantas bioindicadoras de poluição que serão acompanhadas pelos alunos do 9° ao 2° ano do ensino", conta a coordenadora do projeto.

Laboratório de renováveis

Além de trabalhar com a pesquisa sobre poluição atmosférica, os estudantes do Colégio também terão à disposição um laboratório de energias renováveis. "Estamos preocupados em aplicar conceitos de sustentabilidade em todo o nosso ambiente, aproveitando toda espécie de resíduo gerado para produzir energia limpa", diz a Coordenação do programa.

Segundo a instituição, os professores pautam suas práticas numa abordagem envolvendo relações CTSA (Ciência-Tecnologia-Sociedade-Ambiente), instigando os educandos a buscar alternativas para suprir demandas energéticas locais com menor impacto ao meio. Os projetos estão dirigidos inicialmente à produção de biocombustíveis e aproveitamento da energia solar, ocorrendo inserção de outras modalidades de energia conforme composição de linhas de pesquisa nascidas nas aulas de iniciação científica e monografia. 

Biofertilizante

Os restos de alimentos que antes eram jogados no lixo agora são enviados ao minhocário que faz a compostagem dos resíduos orgânicos e produz o biofertilizante que o jardineiro do colégio já utiliza para cuidar do solo. Semanalmente são 8 litros de biofertilizante produzidos e, em breve, terá o húmus - considerado o mais completo adubo sólido para plantas, inodoro, rico em macro e micronutrientes essenciais para as plantas. Em breve, o húmus produzido pelo minhocário do colégio também poderá ser enviado para as famílias dos alunos para que utilizem o adubo também nas plantas de casa.

Lixo eletrônico

O novo modelo de consumo da sociedade produz ainda o lixo eletrônico. O Renascença firmou parceria com a Coopermiti, cooperativa especializada na reciclagem desse tipo de material, e terá agora um container permanente para coletar objetos eletrônicos quebrados ou sem uso - desde brinquedos, como videogames, até utensílios domésticos, como torradeiras, secadores de cabelo, pilhas ou baterias.

A cooperativa montou um museu na escola que contou com objetos que a maioria nunca havia entrado em contato - como máquinas de datilografia, vitrolas, discos de vinil, Atari, entre outros. Na ocasião, além do resgate da memória houve discussão voltada à conscientização ambiental, na direção do descarte incorreto de resíduos eletroeletrônicos. Esses materiais podem liberar substâncias como Mercúrio, Cádmio, Cobre, Cromo, entre outros que, caso dispostos em aterros não licenciados e controlados, podem contaminar o solo e atingir o lençol freático, causando grande impacto à natureza.


PUBLICIDADE

LÍDERES DE AUDIÊNCIA

Conteúdos que historicamente tiveram um grande número de visualizações. Confira abaixo alguns deles.

EDITORIAS DE MERCADO

Os conteúdos líderes de audiência que foram publicados em nossas revistas impressas ao longo da história da revista

CONGRESSO INFRA

Acesse o site de eventos e saiba mais sobre os próximos encontros da Revista Infra em todo o Brasil.

INFRA IMAGENS

Acesse o Infra Imagens - Nosso canal de imagens no Flickr com fotos dos nossos mais recentes eventos em todo o Brasil.
COPYRIGHT © 2003-2018 TALEN EDITORA
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Avenida jabaquara, 99 3. andar - Cj. 35 - Mirandópolis
Cep 04045-000 São Paulo/SP - Tel. 11 5582.3044