O paradoxo invisível das organizações
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Portal Revista Infra - sexta-feira, setembro 21, 2018
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O paradoxo invisível das organizações
A vantagem em transformar sua organização com tendências antifluxo

Por Marcos Bardagi

Temos um paradoxo que raramente vejo sendo debatido no cenário das organizações nos dias de hoje e que diz respeito a luta entre competitividade e a capacidade de inovação. Explico: no curto prazo a competitividade depende da eficiência operacional, de fazer mais com menos, de ser excelente em processos, de se ter custos cada vez mais baixos. Porém, a competitividade no longo prazo depende da capacidade da mesma organização inovar sempre.

E como inovar, pensar no futuro, mantendo a eficiência organizacional no pico é a pergunta que não quer calar. Inovar com afinco pressupõe alguma folga nas estruturas, algum espaço para respirar. Vemos que hoje a questão de trabalharmos em fluxo (ver M. Csikszentmihalyi) é quase que dogmática nas empresas. Todos com máximo empenho, sem distração, exaurindo-se no dia-a-dia da competição intensa. Ora, só que não existe inovação em fluxo! Em fluxo, você apenas faz, de maneira super eficaz e excelente, aquilo que você já sabe fazer, você aprimora o que já é  tangenciável, o que já esta ao seu dispor.

Em inovação, como sabemos, discute-se o intangível, o Novo, o que ainda não é, mas que vai salvar a sua empresa no futuro. E inovar é para organizações que pensam, organizações que aprendem. Para inovar, o contra fluxo é essencial! Organizações que toleram riscos, que admitem falhas, que buscam opções, alternativas.

O que nunca se fala quando se cospe chavões como esses de "tolerância ao risco", "organizações que aprendem” etc.. é que isto significa incorrer em custos a mais, implica em não ser totalmente eficiente. Tolerar riscos significa poder jogar fora tempo e recursos que foram despendidos em algo que não deu certo, ou que poderia ser feito de forma melhor. Ser uma organização que aprende significa estar em algum ponto não ótimo da curva de aprendizado.

E qualquer um sabe que qualquer ponto de uma curva de aprendizado que não o pico, é um ponto onde existe mais custos dos que o que deveriam existir em steady-state. Portanto, para inovar e ser excelente no longo prazo, você não pode ser tão excelente assim no presente, no hoje.

Não é um paradoxo simples de se resolver, alias, se fosse, não seria paradoxal, não é mesmo?

No entanto, eu acredito firmemente no poder transformacional de uma Organização com certas tendências antifluxo. Afinal, eu escrevi “Homem no Contra Fluxo". A organização onde o pensar é resgatado libera doses impressionantes de colaboração, de associação de ideias, de rompimento de falsas obviedades e consegue fechar inúmeros gaps. Em contra fluxo, os paradoxos convergem.


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