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Portal Revista Infra - quarta-feira, dezembro 12, 2018
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Mercedes-Benz premia reúso de água
Implantado na Ingá Veículos pela Master Ambiental

A implantação do sistema de tratamento de efluentes e reúso da água pela concessionária de veículos se mostrou um verdadeiro diferencial em Sustentabilidade. Em tempos de escassez de água, veio de Maringá, no norte do Paraná, o bom exemplo. A concessionária da Mercedes-Benz, do grupo Ingá Veículos, foi a vencedora do prêmio Sustentabilidade Ambiental 2014.

O projeto vencedor foi realizado com a consultoria da Master Ambiental, que forneceu o acompanhamento da instalação do sistema até obtenção do resultado final. Trata-se da Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos (ETEL) que permite o reúso do efluente oriundo da oficina e da lavagem de peças automotivas da concessionária. Após tratado, o efluente é usado na descarga de vasos sanitários, lavagens de pisos e irrigação.

“O prêmio é o resultado do trabalho em equipe em parceria com a consultoria, sem o apoio da Master não teríamos feito nada disso”, destaca o Gerente de Qualidade do Grupo Ingá Veículos, Emerson Tenczena.

Além de reduzir a poluição dos rios, ao promover a destinação final de efluentes industriais previamente tratados, o reúso é forma eficiente de economizar água tratada. Futuramente, o projeto é também fazer a reutilização para a lavagem de veículos, que será realizada na concessionária.

O projeto é considerado sustentável porque também traz vantagem econômica, já que não é mais necessário pagar para destinar o efluente para uma empresa licenciada que prestava o serviço anteriormente. Essa economia já compensa o investimento realizado inicialmente para instalação da ETEL. “Hoje o custo mensal com a operação é menos do que o equivalente pago por semana para destinar o efluente sem tratamento”, compara o Gerente de Qualidade.

Segundo o diretor da Master Ambiental, engenheiro civil Fernando de Barros, o tratamento e reúso de efluentes não costuma ser aplicado em empresas desse porte, que não são grandes indústrias. Em oficinas e lavadores, é comum se exigir somente a instalação da caixa separadora de água e óleo, mas recomendou-se a Ingá Veículos a instalação do sistema completo, capaz de tratar a carga de produtos químicos com potencial poluidor alto. Ele ressalta que não basta instalar o sistema sem o acompanhamento técnico necessário para garantir o resultado esperado nas análises, possibilitando o efetivo reúso. “Caixa separadora não é suficiente”, destaca Barros.

Funcionamento do sistema de tratamento de efluente e reúso de água

De acordo com o analista da Master , Charles Moretto, engenheiro ambiental e Mestre em Engenharia de Edificações e Saneamento, o sistema projetado funciona nas três etapas de tratamento, primário, secundário e terciário. O tratamento primário consiste no sistema de duas caixas separadoras de água e óleo, que segrega os óleos, graxas e sedimentos do líquido.

Na sequência, o tratamento secundário é realizado em um reator físico-químico com equipamento de flotação por ar dissolvido, que remove a maior parte da carga orgânica e química do efluente.

Já no sistema terciário ocorre a filtração em filtro de areia e carvão ativado, para remoção de matéria orgânica adicional, cor e cheiro.
 

 

Após os tratamentos, é realizada análise para comprovação da eficiência da remoção dos poluentes conforme a legislação. Depois disso, o efluente pode ser usado em descargas sanitárias, irrigação de jardins e lavagem de veículos ou ainda ser lançado na futura rede coletora de esgoto ou rede pluvial já existente.

“Para garantir a disponibilidade de água no futuro, a viabilidade do reúso é evidente e métodos de conservar e realizar o reúso não faltam”, garante o analista ambiental. Segundo ele, “O grande desafio é depois de implantado esses sistemas, manter um bom nível de operação que garanta em qualquer momento do ano o atendimento a legislação ambiental municipal, estadual e federal, pois estes sistemas necessitam de manutenção contínua para manter bons níveis de remoção de poluentes” finaliza.

Viabilidade econômica

A viabilidade financeira da implantação do projeto é o que mais impulsiona sua reaplicação. O eng. Ricardo Teruo Gharib, da empresa Ecoracional – Uso Inteligente de Água, estima que além de economizar por aproximadamente 240 reais na conta de água, a maior economia vem com o próprio custo do tratamento do efluente, que se fosse encaminhado a uma empresa terceira licenciada, com o transporte e tratamento, seriam gastos aproximadamente R$ 10 mil por mês O investimento da implantação se pagou em aproximadamente seis meses.

O projeto é ótimo para o meio ambiente, pois deixa de consumir energia e emitir Gases de Efeito Estufa (GEE) com o transporte do efluente, tratado no próprio local, além de milhares de litros de água economizados. “Cada litro de água da rede potável que a empresa deixa de consumir, mantém 2 litros de água no manancial, pois a eficiência da companhia de saneamento é de aproximadamente 50%”, explica o Eng. Ricardo.


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