Mapeamento da poluição sonora
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Portal Revista Infra - quinta-feira, dezembro 14, 2017
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Mapeamento da poluição sonora
Artigo expõe a importância das cartas acústicas para as cidades brasileiras
A poluição sonora sempre foi pouco debatida no Brasil e a ênfase maior das questões ambientais, em geral, fica centrada na poluição do ar e da água. Porém, esse cenário está mudando, pois na medida em que provoca doenças como distúrbios do sono, stress, depressão, irritabilidade e até problemas cardiovasculares, a poluição sonora é considerada problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A ProAcústica pretende convencer os prefeitos e vereadores recentemente eleitos a respeito da importância do mapeamento acústico das cidades. Mas essa é a tarefa difícil, pois será preciso haver "vontade política", já que o mapeamento acústico das cidades é um processo que exige tempo e investimentos e representa apenas o primeiro passo para o início de um processo de Gestão de Ruídos Urbanos.

Na Europa, esta iniciativa não partiu dos municípios, mas sim da imposição do Parlamento Europeu que, através da Diretiva Europeia, definiu, em 2002, um plano de ações e metas para combate a poluição sonora. Na América Latina, Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia) e Buenos Aires (Argentina) já dispõem de uma cartografia sonora. No Brasil, apenas Fortaleza (CE) tomou a iniciativa, e iniciou seu mapeamento por meio da Secretaria do Meio Ambiente.

A Carta Acústica de Fortaleza é um instrumento de desenvolvimento sustentável e representa um diagnóstico fundamental para a análise da saúde acústica do município, a ser utilizado pelos técnicos de planejamento urbano, de fiscalização de poluição e pelos cidadãos. A metodologia adotada, do tipo híbrido, essencialmente previsional, é complementada com medições experimentais para validação e aferição. Foram seguidos os critérios subjacentes às exigências europeias, bem como as mais recentes diretrizes elaboradas pelo EU Noise Policy Working Group on Assessment of Exposure to Noise.

No caso de Fortaleza, a elaboração da carta acústica teve como base um modelo acústico 3-D ordenado através da construção de um conjunto de bases de dados referentes à topografia, ao edificado e às fontes emissoras de ruído. Os pontos de avaliação sonora são colocados nos vértices da malha considerada mais adequada às características de cada zona em estudo no município. Com o software CADNAA, foram desenhadas as curvas isofônicas que proporcionam amplo espectro de informações.

A carta acústica não é somente um compromisso de melhoria da qualidade ambiental perante os munícipes, mas, também, uma poderosa ferramenta de controle do ruído urbano. As informações constantes das Cartas de Ruído permitem a integração com o Plano Diretor das cidades e servem de base a decisões para as estratégias de intervenção e formulação de leis contra a poluição sonora nos três níveis de governo. Além disso, identificam fontes importantes, tais como o ruído do trânsito rodoviário, ferroviário, aéreo, industrial, e de locais de entretenimento, entre outros.

Davi Akkerman é presidente da ProAcústica (Associação Brasileira para a Qualidade Acústica), engenheiro civil pela Universidade Mackenzie, com mestrado no Institute of Sound and Vibration Research, de Southamptom (Grã Bretanha)

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