Terceirização em pauta
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Portal Revista Infra - sexta-feira, setembro 21, 2018
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Terceirização em pauta
Autoridades, empresários e entidades se reúnem para discutir entraves do setor de serviços
Adalberto Santos, diretor das Empresas de RH e Trabalho Temporário da Aeps- RJ
Durante o II Congresso Nacional de Terceirização e Gestão de Serviços (Conterge), realizado no dia 30/11, no Centro de Convenções da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, foram discutidos importantes temas para o setor, como o engessamento da CLT, as dificuldades na contratação dos serviços e o apagão de mão de obra. O evento foi patrocinado pelo Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Rio de Janeiro (Seac-RJ) e realizado pela Associação das Empresas Prestadoras de Serviços do Estado do Rio de Janeiro (Aeps-RJ).

"A proposta do Conterge é viabilizar um debate aberto sobre as questões que interferem no setor de prestação de serviços, diferente da maioria das discussões que se fecha dentro das entidades. Escolhemos a temática "A Força de um Setor" porque o governo e a população precisam saber a importância dos serviços para o crescimento e desenvolvimento econômico", afirmou Adalberto Santos, diretor das Empresas de RH e Trabalho Temporário da Aeps- RJ.

Laércio Oliveira, deputado federal
Segundo o presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac) e do Seac-RJ, Ricardo Garcia, "este encontro foi uma oportunidade de esclarecer, sem receios, a forma correta de utilizar a terceirização, uma ferramenta que permite ao contratante se ater e concentrar esforços na sua atividade principal. Somos um setor forte. Empregamos cerca de 1,6 milhão de pessoas e movimentamos, em 2011, uma média de R$ 32 bilhões, mas ainda é preciso integração entre os players para conseguirmos as mudanças que almejamos", lembrou Garcia, que ministrou palestra sobre os "Paradigmas na contratação de serviços".

Em relação aos problemas quanto ao engessamento da CLT, o deputado Laércio Oliveira, que abriu a série de palestras com o tema "Legislação atual e projetos de terceirização em andamento no Congresso", destacou que no final das contas, quem paga por essas dificuldades é sempre o consumidor. "Hoje, os donos de restaurantes e hotéis são muito punidos. Como a CLT é engessada, cobra-se um determinado horário a ser cumprido pelo empregado e este empresário soma todo o prejuízo e repassa para o cardápio. A sociedade brasileira é quem paga por isso", destacou.

José de Alencar, diretor-superintendente do Seac-RJ
Abordando a qualificação da mão de obra, Lívio Giosa, professor universitário e escritor, apontou que, na área de serviços, o investimento com esta questão chega a 70% da receita e, assim, treinamento para os profissionais deve ser intenso e constante, garantindo um melhor desempenho. "Todo mundo sabe que o Norte e o Nordeste, hoje, são cenários de influência muito forte da economia nacional, mas o crescimento acima da média exige profissionais qualificados. No Nordeste, no entanto, é onde há a população com menor tempo de estudo formal no país. O profissional que vem de fora é visto como especial", explica Giosa.

O pregão eletrônico, forma como as empresas públicas selecionam as prestadoras de serviços, foi criticado por José de Alencar, diretor-superintendente do Seac-RJ, durante o painel "Serviços Terceirizáveis - Como contratar?". "A sociedade quer comprar serviços mais baratos, mas é preciso ter critérios na hora de contratar", afirmou. 

Ricardo Garcia, presidente da Febrac e do Seac-RJ
Além das questões da esfera governamental, a conduta dos contratantes também teve espaço na discussão. Ricardo Garcia destacou que o atraso no pagamento e a demora do reajuste contratual tornam inviáveis a manutenção e o cumprimento dos serviços contratados: "os trabalhadores do setor, em grande parte, recebem um salário mínimo, que é reajustado, anualmente, pelo governo federal. Sendo assim, os funcionários recebem o reajuste anual, mas nós arcamos com ele sozinhos, pois não há uma contrapartida do tomador de serviços. [...] Essa situação não apenas diminui a margem de lucro como também inviabiliza a manutenção de um serviço de qualidade para a empresa contratante".

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