Choque elétrico ainda mata muita gente
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Portal Revista Infra - sexta-feira, abril 19, 2019
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Choque elétrico ainda mata muita gente
Norma reguladora e cuidados são fundamentais para a garantia de uma maior segurança
Segundo levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, em São Paulo morre, em média, uma pessoa a cada dois dias em decorrência de descargas elétricas, sendo que quase 95% são homens, e cerca de metade deles com idade entre 30 e 49 anos. Em 2010 foram registradas 167 mortes, segundo a pesquisa.

O número de internações por conta da exposição à corrente elétrica também sofreu aumento no Estado de São Paulo: 642 hospitalizações em 2008 e 1.031 em 2010. Além da morte instantânea, as descargas elétricas podem causar várias complicações, como arritmia cardíaca grave causada pelo choque, destruição muscular, queimaduras de pele nas áreas de entrada e de saída da corrente elétrica pelo corpo e, tardiamente, insuficiência renal aguda. Ainda não existem dados oficiais sobre o tema envolvendo todo o país.

Deve-se lembrar que a corrente elétrica é medida no Sistema Internacional de Unidades em Ampére (A). Uma corrente de 1mA a 10 mA pode provocar apenas uma sensação de formigamento; entre 10 mA e 20 mA, pode causar uma sensação dolorosa; maiores que 20 mA e menores que 10 mA causa dificuldades na respiração, podendo matar por asfixia se não socorrido a tempo; superiores a 100 mA são muito perigosas com alto poder de matar, pois atacam direto o coração, fazendo com que ele funcione com rápidas contrações e de formas irregulares, chamada fibrilação cardíaca; e superiores a 200 mA já não causam mais a fibrilação cardíaca, mas provocam graves queimaduras e parada cardíaca.

De acordo com informações de Mauricio Ferraz de Paiva, presidente da Target Engenharia e Consultoria e do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac), a NR 10 (Norma Regulamentadora) aborda o tema e foi desenvolvida com os objetivos básicos de estabelecer requisitos e condições mínimas para implantação de medidas de controle e sistema preventivos, com foco na gestão de segurança e saúde dos trabalhadores em instalações e serviços com energia elétrica e nas responsabilidades dos envolvidos no processo desde a produção até o consumo.

A NR 10 é composta por 14 itens e distribuídos por 99 subitens, acompanhados também de três anexos (Zona de Risco e Zona Controlada, Treinamento, Prazos para Cumprimentos dos Itens da NR 10), além de um glossário. A norma possui uma área de aplicação abrangente, desde indústrias e instalações comerciais, até instalações residenciais, onde o profissional atuante na área de eletricidade deve estar capacitado e orientado a seguir os itens da norma aplicados à sua função.

As fases de aplicação da NR 10 estendem-se desde a geração, transmissão, até distribuição de consumo de eletricidade, incluindo etapas de projeto, construção, montagem, operação e manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados em suas proximidades. Uma das principais preocupações com redes elétricas de baixa tensão, que segundo a NR 10 é aquela inferior a 1.000 volts, é a segurança das pessoas e seu adequado funcionamento para evitar choques elétricos, danificação das instalações e equipamentos elétricos.

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