Governança sustentável: rumo à Rio +20
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Portal Revista Infra - terça-feira, outubro 16, 2018
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Governança sustentável: rumo à Rio +20
Conferência contou com a presença de autoridades do Estado e do município, além de outras 3.000 pessoas
Realizada no dia de ontem (08/05), a 11ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo, com o tema Governança para Sustentabilidade rumo à Rio+20, levou um público de quase 3.000 pessoas ao Memorial da América Latina. Ir à busca de uma produção mais limpa, para minimizar as sérias questões climáticas que se apresentam ao mundo, é, sem dúvida, o maior desafio econômico, social e ambiental da nossa história.  Uma prova disso é que em meados do ano, os governos de diversos países irão se reunir na Rio+20 para discutir e propor medidas concretas para a governança de um desenvolvimento sustentável.

A Conferência levou para a solenidade de abertura diversas autoridades do âmbito estadual e municipal e teve uma palestra magna do Vice-Prefeito, Secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Presidente do Grupo de Trabalho sobre à Rio+ 20, Carlos Alberto Muniz. Capitaneado pelo presidente da conferência, vereador Gilberto Natalini, estiveram também presentes Gilberto Kassab (prefeito de São Paulo), José Police Neto (presidente da Câmara Municipal de São Paulo), Bruno Covas (Secretário de Meio Ambiente), Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho (Secretário do Verde e Meio Ambiente), entre outras autoridades.  Em seguida, três painéis debateram temas como: Governança Ambiental Internacional, Transição para Economia de Baixo Carbono e Construindo a Justiça Social.

"Ao longo desses 11 anos, a nossa Conferência se consolidou e já faz parte do calendário ambiental da cidade, tornando-se um fórum de discussão e proposituras concretas para a melhoria da qualidade de vida desta megacidade que se tornou São Paulo. Um evento que iniciou em 2002, com 350 participantes, e hoje recebe mais de 3.000 pessoas", disse o vereador Gilberto Natalini, proponente e organizador da Conferência.

O objetivo do evento foi o de promover um amplo debate com a iniciativa privada, administração pública, terceiro setor, instituições de ensino e sociedade civil organizada, sobre os conceitos, experiências e a prática de Produção Mais Limpa nas empresas dos setores público e privado, indústrias, comércio e serviços.

E o tom do evento ficou por conta dos vetos ao Código Florestal, que ganhou luz através de uma ação do Greenpeace que, ontem à noite (08/05), iluminou à laser a fachada do Congresso: "Veta Tudo Dilma, Desmatamento Zero Já". Aliás, quem acompanhou a Virada Cultural no último final de semana deve ter notado os diversos cartazes com os mesmos dizeres aparecendo em diversos pontos da cidade.

No primeiro painel do dia, denominado Governança Ambiental, que contou com a presença de Walter Lazzarini Filho, presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da FIESP, Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica e o consultor de sustentabilidade, Fábio Feldmann, o debate foi sobre a proposta da Rio +20.

Fabio Feldmann disse que na proposta da Rio +20, os "limites do planeta" não foram colocados na pauta com a clareza necessária. "Eu acho que não aproveitar a oportunidade da Rio +20 é um equivoco, pois do ponto de vista técnico, a pauta não discutirá mudança do clima, biodiversidade. Nós viveremos situações dramáticas, como as áreas de risco em São Paulo. O tema do clima e absolutamente crucial", destaca o consultor.

"Para que tenhamos sucesso na Rio +20, precisamos da mobilização da opinião publica. Na era da Internet, precisamos cobrar que a presidente Dilma assuma a liderança deste processo, caso contrário perderemos a oportunidade da década. E temos que colocar o senso de urgência que os limites do planeta precisam", finaliza Feldemann.

Walter Lazzarini Filho, presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema da Fiesp), iniciou sua participação definindo o que é Governança segundo o Banco Mundial, que é a maneira pela qual o poder é exercido na administração dos recursos sociais e econômicos de um país visando desenvolvimento. E o destaque era de que o orçamento do PNUMA - U$ 60 e 70 milhões, são recursos insuficientes para resolver a questão do Aquecimento Global. Enfim, já que a ONU não tem recursos suficientes, como então poderá dizer o que precisa ser feito, questionou Lazzarini.

Disse ainda que precisamos cuidar da Amazonas, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica (maior biodiversidade do planeta),  nos proteger quanto à poluição do ar de São Paulo, por exemplo, onde respiramos algo como 350 gramas de poluentes por dia. É preciso evitar contaminação do solo, preservação dos rios, lagos, riachos, córregos, porque a água e absolutamente fundamental para todos. Finalizou, enfatizando que também precisamos cuidar das cachoeiras, exceto daquelas que envergonham a todos os brasileiros com os escândalos de corrupção, fazendo menção ao corrupto Carlos Cachoeira e dezenas de outros políticos que ferem a dignidade e a cidadania brasileira.

Para finalizar o debate, Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, inflamou o debate "Estamos passando por um dos maiores problemas de quem participa de ações ambientais. Qual é o nosso papel, onde a constituição vem sendo rasgada e tirando a função social da terra? Não há justificativa moral para isso, fazendo menção as alterações que estão sendo propostas no Código Florestal. Deixa o seu recado, dizendo que a preocupação dele é a forma covarde de como o governo está escondendo o tema, enquanto bilhões são destinados a assuntos como a Copa. E questiona sobre qual é o incentivo para atuarmos de forma mais proativa com o tema em debate. Tem incentivos para quase tudo neste País, mas não para o que é verdadeiramente importante, pois estamos falando de coisas que são de toda a sociedade, salientando que o Brasil tem o maior potência ambiental do mundo.

"Temos que chamar a atenção do mundo para o Brasil que queremos apresenta. Pensar globalmente. Agir localmente. Se eu não cuido do lixo da minha casa, quem sou eu para falar de mudança no mundo. Precisamos nos regastar e para isso é preciso que tenhamos cidadania", finaliza Mantovani, convidando cada pessoa da sociedade a pensar no seu papel. Aliás, no próximo dia 20/05, haverá uma manifestação no Parque do Ibirapuera, convocando a sociedade para um exercício de uma cidadania ambiental.

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