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Portal Revista Infra - segunda-feira, agosto 20, 2018
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Conheça, em primeira mão, o novíssimo Centro de Tecnologia da Microsoft, e ainda: como trazer mais eficiência à gestão de Facilities em ambientes críticos
Por Rafael Lima

Detalhe do novo Centro de Tecnologia da Microsoft, que armazena 700 terabytes com 360 processadores
Atualmente, o maior centro de tecnologia da América Latina pertence à Microsoft, que inaugurou o espaço no último dia 17 de dezembro. Localizada em São Paulo, a instalação possui 13.000 metros quadrados e recebeu US$ 10 milhões em investimentos. No data center, que é exclusivo para uso interno, o Microsoft Technology Center (MTC) armazena 700 terabytes com 360 processadores.

Fabio Souto, diretor do MTC São Paulo, acredita que para cumprir o desafio de gerenciar o local com excelência é preciso criar oportunidades para clientes e parceiros, promover um impacto positivo na sociedade e fomentar a inovação. "Para que isso seja possível, as instalações e os equipamentos têm que estar funcionando perfeitamente", diz.

No caso do centro de processamento de dados, ou data center, são exigidos cuidados específicos em seu gerenciamento. Aspectos como temperatura, iluminação e geradores de energia fazem toda diferença para o bom funcionamento destes equipamentos, sem interrupções.

Os outros 27 Microsoft Technology Centers presentes pelo mundo contribuíram para a observação das melhores práticas de tecnologia para o data center em São Paulo. Eles escolheram não terceirizar os serviços e, no momento, a equipe é composta por oito colaboradores. "Eles se dedicam a conduzir engajamentos de alta qualidade técnica e estratégica para as organizações que usufruírem do Centro", explica Souto. Para estabelecer a estrutura, o MTC São Paulo conta com soluções avançadas em áudio e voz, em workstations, controle de presença, infraestrutura de cabeamento, lousas interativas, storage, entre outras.

No entanto, o consumo de energia para rodar centros de processamento de dados pode chegar a quantidades exorbitantes. Os custos estão cada vez mais elevados, e a capacidade de muitos data centers está sendo sobrecarregada. Para se ter uma ideia, um estudo realizado por Jonathan Koomey, do Lawrence Berkeley National Laboratory e da Universidade de Stanford, nos EUA, apontou que a demanda de energia para servidores duplicou de 2000 a 2005. A pesquisa indicou que 1,2% de todo o uso de eletricidade naquele país foi utilizado para servidores, resfriamento e infraestrutura de apoio a data centers.

Por isso a necessidade de observar quais as melhores maneiras de reduzir gastos e criar um ambiente sustentável. Afinal de contas, esse tipo de instalação é um importante consumidor de energia, e questões de responsabilidade socioambiental não devem ser ignorados por seus gestores. Nos próximos anos, o modelo de data center deve ser mais comprometido com sustentabilidade e soluções verdes.

No caso do MTC São Paulo, Fabio Souto diz que empresas que optam por executar aplicativos de negócios na nuvem ao invés de sua própria infraestrutura de TI reduzem o consumo de energia e as emissões de carbono. O dado foi obtido a partir de uma pesquisa encomendada pela Microsoft Corporation e realizada pela Accenture e WSP Environment & Energy. "Ao adotar o modelo em nuvem, as empresas de grande porte podem economizar cerca de 30% em emissões de carbono por usuário, enquanto nas de pequeno porte a redução pode chegar a 90%", indica.
Fábio Souto, diretor do MTC São Paulo, e Peter Fischer, da Panduit Brasil

Medidas que reduzem custos de operação

Segundo Eber Lacerda Junior, presidente da Matrix Internet, empresa especializada em soluções de conectividade e data center, para conseguir gerar mudanças na estrutura deste tipo de instalação, é necessário, antes de tudo, realizar um bom planejamento. "Deve-se levar em conta que um data center é como um avião em plena atividade", explica. Para ele, um estudo de viabilidade do espaço é essencial, observando todos os fatores, tais como cabeamento, temperatura e eletricidade.

"Hoje muito se fala em tecnologia da informação e, por isso, os data centers cumprem um papel fundamental nesse tempo". Para o empresário, o maior desafio para quem gerencia esse espaço é a capacidade de atender a crescente demanda por energia elétrica da melhor maneira possível.

Eber Lacerda Junior destaca que ambientes virtualizados podem contribuir significativamente para a redução de custos. A tendência consiste em permitir o processamento que originalmente seria feito em várias máquinas em apenas uma. Mesmo geradores não usados todo o tempo continuam a consumir eletricidade e gerar calor. Com a virtualização, será necessário um menor número de servidores. Além de ocuparem menos espaço, gastam muito menos energia. "Ambientes virtualizados, além de tudo, também otimizam os aparelhos", diz. O gerenciamento ainda pode ser realizado a partir de um único ponto de controle, o que pode facilitar toda a operação.

Utilizar outros recursos simples, como soluções que impeçam o ar frio de passar pelo corredor quente também contribuem para a redução de custos. "O Cool Boot, por exemplo, veda a fuga do ar frio, gerando, consequentemente, menores gastos com ar condicionado", conta Eber. Uma medida também destacada por ele é a opção de instalar cabeamentos aéreos, que facilitam a passagem do ar frio.

Existem mais medidas que podem construir um data center mais sustentável, como desligar servidores que estejam sem carga de trabalho e o ar condicionado de salas de computadores em áreas que estejam excessivamente resfriadas. A certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) também criou especificações para data centers. São avaliados: a disposição física dos servidores, os materiais, a captação de energias alternativas, distribuição de ar condicionado, entre outros itens.

Peter Fischer, datacom sales manager da Panduit Brasil, empresa que oferece soluções em cabeamentos, diz que escolher bons produtos, com características sustentáveis, é fundamental para a eficiência no espaço. "O rack branco é uma medida simples e eficaz na redução de gastos com iluminação, por exemplo", afirma. "Também já existem dutos de expansão vertical para racks. Eles funcionam como uma chaminé, que permite que o ar quente gerado pelos servidores não se misture com o ar frio do sistema de refrigeração".

Outra tendência para o mercado é utilizar o ar frio natural para gerar o resfriamento no data center. Em fevereiro do ano passado foi inaugurado um data center no Chile, mais precisamente no deserto do Atacama. Projetado pela Aceco TI para a mineradora Collahuasi, a instalação noticiada pela INFRA fica na Cordilheira dos Andes, a 4.400 metros de altitude e a uma densidade do ar de 55%. O sistema inteligente de climatização aproveita o ar externo mais frio para refrigerar os aparelhos, o que economiza em energia, gera menos custos e contribui para práticas sustentáveis.

Atualmente, são realizadas conferências para esse tipo de mercado. O DataCenterDynamics (www.datacenter.dynamics.com) promove 48 congressos anuais, se estendendo a todos os continentes, a fim de discutir as melhores práticas para esse tipo de serviço. Fique ligado!

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