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17/01/12 - Clique nos respectivos links para a leitura dos artigos internacionais; o primeiro sobre "Controle de Carbono" vem traduzido para você
Controle de Carbono
Os benefícios econômicos e de eficiência no local de trabalho de sistemas de gestão de energia em edifícios inteligentes

As soluções de gestão de energia estão rapidamente sofrendo uma transição de algo considerado "bom para se ter" para uma necessidade. Visto que, tipicamente, a energia é o terceiro maior custo de uma organização depois dos custos com pessoal e com o imóvel, reduzir o consumo de energia pode ser uma ferramenta altamente eficaz para cortar custos de forma significativa. Já que o gerenciamento do consumo de energia não é uma tarefa pequena, quando realizado de forma eficiente, usando as soluções certas de gestão de energia, as empresas podem eliminar o consumo desnecessário de energia, reduzir despesas com energia de forma significativa e cortar emissões nocivas de carbono - tudo com um risco mínimo.

Retorno sobre o Investimento de uma Gestão de Energia de Sucesso

Quer o objetivo seja cortar custos de energia, cumprir mandatos governamentais ou se beneficiar de incentivos fiscais, a implementação de soluções de gestão de energia não é apenas benéfica para a imagem pública de uma organização, ela também é boa para seu lucro final.

Brandt Smith, vice-presidente de Serviços de Auditoria de Energia Industrial, define gestão de energia como "o processo de monitoramento, controle e conservação de energia para maximizar os lucros e minimizar o risco".i

O uso de um sistema de gestão de energia pode ser extremamente lucrativo para uma organização, no entanto, exige uma forma de gestão ativa de energia. De fato, as organizações têm sido capazes de cortar seus custos de energia em 30% ou mais por ano simplesmente ao monitorar e controlar de forma ativa como - e quando - sua energia é consumida.

O Retorno sobre o Investimento envolvido na redução do consumo de energia de uma organização é frequentemente ignorado, mas ele é um dos únicos grandes benefícios de uma estratégia de gestão de energia. De acordo com Smith, "com o uso de um simples retorno de investimento (custo do projeto / economia anual), esses projetos [de sustentabilidade] são extremamente atraentes". Ele ainda afirma que:

● 180% dos projetos se pagam em um ano ou menos;
● 190% dos projetos se pagam em menos de 2 anos;
● 195% dos projetos se pagam em menos de 3 anos.

Além disso, projetos de gestão de energia frequentemente trazem benefícios financeiros significativos, independentemente de como a conjuntura econômica da organização possa estar. Por exemplo, durante uma economia forte, esses projetos reforçam a imagem pública de uma empresa enquanto reduzem a necessidade de expansões já que eles tendem a aumentar a utilização e a eficiência do imóvel. Por outro lado, soluções de gestão de energia ajudam as empresas a maximizar a lucratividade porque ajudam a diminuir os custos de energia e outros custos operacionais.

Cumprimento de Regulamentos Governamentais

As empresas não estão apenas procurando cortar custos, elas também estão tentando encontrar formas de respeitar leis e regulamentos governamentais existentes e futuros relacionados à gestão de energia e à redução de carbono.

Nos últimos anos, governos ao redor do mundo têm aprovado de forma crescente leis que encorajam as organizações a obter um maior controle sobre seu consumo de energia, e essa tendência continuará sem dúvida alguma. Em outros casos, incentivos estão sendo oferecidos na forma de descontos e créditos fiscais às empresas que investem em iniciativas de gestão de energia.


"Em 2010, o Presidente Obama assinou
um memorando para alienar prédios federais desnecessários
na esperança de aumentar o
produto das vendas, cortar custos
operacionais e melhorar a eficiência energética (...)"


Esses incentivos podem variar com base na localização, mas frequentemente resultam em economias significativas. Um exemplo disso é a "Better Buildings Initiative" [Iniciativa para Melhores Edifícios] nos Estados Unidos, que atualmente oferece aos proprietários de edifícios comerciais uma redução fiscal em troca do aumento da eficiência energética com a meta de tornar os edifícios comerciais 20% mais eficientes energeticamente no decorrer da próxima década por meio de atualizações eficientes em termos de custo-benefício.

Também nos Estados Unidos, o Governo Federal está tomando medidas por conta própria para reduzir o seu consumo de energia e já começou a implementar mudanças dentro de seus próprios edifícios.

Em 2010, o Presidente Obama assinou um memorando para alienar prédios federais desnecessários na esperança de aumentar o produto das vendas, cortar custos operacionais e melhorar a eficiência energética. A principal meta do memorando é "eliminar o desperdício do dinheiro do contribuinte, economizar energia e água, e ainda reduzir a poluição de gás de efeito estufa".

O documento afirma que "no total, os esforços exigidos por esse memorando devem produzir uma economia de custo superior a $3 bilhões de dólares até o fim do exercício fiscal de 2012. Eles são um acréscimo aos esforços do Realinhamento e Fechamento de Bases do Departamento de Defesa, que podem chegar a uma economia de $9.8 bilhões de dólares do exercício fiscal de 2010 ao exercício fiscal de 2012, dos quais $5 bilhões de dólares são um resultado direto de esforços reduzidos de manutenção e operação a partir de alienações ou outros esforços de consolidação".

Em um nível menor, os governos estaduais também têm tomado medidas para exigir que as organizações controlem suas próprias emissões de carbono. Por exemplo, o estado da Califórnia recentemente aprovou o Green Building Standards Code (CALGreen) [Código de Práticas sobre Edifícios Verdes], o qual exige que todos os novos edifícios dentro do estado da Califórnia sejam mais eficientes energeticamente e ambientalmente responsáveis. A meta é alcançar reduções significativas no consumo de energia, emissões de carbono e uso de água para criar uma Califórnia "mais verde".

Esses códigos - incluindo inspeções obrigatórias de sistemas de energia para edifícios não residenciais com mais de 10.000 pés quadrados [aproximadamente 929 m2] para assegurar que todos estejam operando em sua capacidade máxima e de acordo com suas eficiências de projeto - serão aplicados a todos os novos edifícios construídos no estado.

Em outro exemplo, de acordo com o New York Timesii, Massachusetts é um dos dez estados a participar da Regional Greenhouse Gas Initiative [Iniciativa Regional de Gases de Efeito Estufa], um sistema "cap-and-trade" [um tipo de sistema de limitação e comércio de licenças de emissões] para companhias de energia elétrica projetadas para reduzir os gases que retêm o calor.

A maneira mais eficaz pelas qual as empresas podem se adaptar a essas iniciativas sustentáveis é a implementação de uma solução de gestão de energia que mostrará a elas quando e onde estão consumindo eletricidade e outras fontes de energia de forma excessiva, e então empregar sistemas para controlar de forma automática quando e como a energia está sendo usada. Isso permitirá que as organizações não apenas respeitem esses mandatos governamentais federais e locais, como também resultará em uma maior eficiência operacional e uma significativa economia de custo.

Medição e Visualização do Consumo

Os benefícios econômicos de saber quando, onde e por quanto tempo a energia está sendo consumida dentro de toda a organização não podem ser subestimados. De acordo com Stephen Stokes, vice-presidente e prestigiado analista da empresa de pesquisa Gartner, "algumas das soluções mais acessíveis e energeticamente eficientes podem ser encontradas na pegada de energia dos edifícios.

Estimou-se que eles sejam o principal maior consumidor de eletricidade do mundo, e cerca de 40% desse consumo de energia pode ser eliminado por meio da implementação de tecnologias eficientes, existentes e maduras, assim como por meio de tecnologias operacionais e da informação".iii

Sem dispor de qualquer conhecimento das tendências do consumo de energia que estão ocorrendo dentro de suas próprias instalações, as empresas não podem simplesmente tomar medidas corretivas para mitigar quaisquer ineficiências que possam estar ocorrendo. As soluções mais eficazes de gestão de energia fornecem dados do consumo de energia em tempo real por meio do uso de painéis de comando interativos. Esses painéis de comando fornecem o tipo de informação crítica de consumo de energia que permite que as empresas:

● Identifiquem quais áreas do edifício estão consumindo a maior da parte da energia;
● Analisem o quanto de energia está sendo consumido durante um determinado período de tempo;
● Revelem as tendências do consumo de energia;
● Localizem ineficiências para ajudar a controlar melhor o modo como a organização está gerenciando sua produção de carbono;
● Estabeleçam um ponto de referência entre o consumo real e as metas almejadas.


















Painel de Comando de Gestão de Energia


Monitoramento e Controle do Uso de Energia

As informações sobre o consumo de energia, certamente, são uma parte importante do quebra-cabeça da gestão de energia, mas o que você faz com essas informações é de onde provêm os reais benefícios econômicos.

Além dos 40% de consumo de energia sendo desperdiçado nos edifícios, especialistas do setor imobiliário também alegam que 30-40% do imóvel comercial geralmente não é utilizado em determinado momento.

O impacto econômico dessa utilização ineficiente combinada da energia e do imóvel não pode ser subestimado, e enfatiza a importância da implementação de uma solução avançada de gestão de energia. Esses sistemas devem fornecer um controle ativo automatizado sobre a quantia de energia que é consumida em quase qualquer área de uma instalação. Ao se integrar o software de gestão do espaço de trabalho com Sistemas de Gestão Predial (BMS - Building Management Systems), o consumo de energia de uma sala de reuniões, escritório ou outro espaço de trabalho é ditado pelo cronograma de uso da sala.

Por exemplo, no lugar de manter uma temperatura constante em uma sala de conferências, independentemente de ela estar sendo usada ou não, o sistema de gestão do espaço de trabalho informará o cronograma de uso da sala para o BMS e o clima será automaticamente ajustado a níveis confortáveis durante seu uso planejado. Ao eliminar esse tipo de consumo ineficiente de energia, as empresas têm sentido uma economia de 40%o em seus custos anuais de energia.

Utilização Inteligente do Espaço com Hibernação do Espaço

Outra tendência emergente em gestão de energia é o conceito de hibernação do espaço. Considerando-se os níveis baixos de utilização real do espaço em todo o mundo, as empresas estão se voltando para esses sistemas inteligentes de gestão de energia para gerenciar de forma ativa a utilização do espaço e ajudar a cortar seus custos de energia. Por exemplo, uma sala de conferências no 10º andar pode estar disponível para alguém à procura de uma sala com capacidade para 20 pessoas das 11h00 às 12h00.

No entanto, o sistema irá automaticamente detectar que essa é a única reserva para aquela sala no 10º andar, mesmo que haja uma sala semelhante disponível no oitavo andar no mesmo horário em que também está sendo usada das 9h00 às 11h00 e da 1h00 às 3h00. O sistema, então, saberá que deve automaticamente "hibernar" a sala no 10º andar, tornando-a indisponível, e fará com que a reserva seja feita para a sala do oitavo andar. Como resultado, em vez de aquecer/refrigerar ambas as salas durante o dia inteiro, somente a sala no oitavo andar consumirá energia enquanto a sala no 10º andar permanecerá inativa. Nesse simples cenário, você foi capaz de cortar o consumo de energia pela metade.

Um ambiente de teletrabalho também é um ótimo exemplo de onde a hibernação do espaço pode desempenhar um papel importante nas reduções de custo. Obviamente, um trabalhador móvel precisa de um espaço de trabalho quando está no escritório, no entanto, por meio da detecção de ocupação e outra análise de utilização do espaço, você pode descobrir que a capacidade máxima de seu espaço de trabalho é de somente 70% em qualquer dia.

Você pode configurar o sistema de gestão do espaço de trabalho para dividir o espaço de trabalho que pode ser reservado em subseções com base nas várias zonas de aquecimento e hibernar todas as seções, exceto uma. Conforme o teletrabalhadores fazem suas reservas de espaço para aquele dia, somente quando a primeira seção atinge a capacidade máxima, é que o sistema de reserva abre a próxima seção. Como resultado, em vez de aquecer/refrigerar o andar inteiro, você estará consumindo energia apenas para o (e pagando pelo) espaço que de fato será usado.

Em todo o mundo, as empresas estão percebendo rapidamente os benefícios significativos que podem resultar da implementação de soluções de gestão de energia. De fato, Gartner prevê que "até 2015, as melhorias em sustentabilidade serão uma das cinco prioridades para 60% dos maiores CEOs da Europa Ocidental e América do Norte".iv

Com essas soluções e a preocupação crescente de integrá-las à estrutura de seu local de trabalho, as organizações não serão capazes somente de reforçar sua imagem pública enquanto cumprem regulamentos governamentais, como também poderão melhorar de forma significativa a eficiência do local de trabalho enquanto cortam custos de energia. E com resultados como esse, esta é uma relação vantajosa tanto para o ambiente quanto para o seu lucro final.

Peter Tarca, Gerente Geral da Unidade Empresarial de Edifícios Inteligentes da PeopleCube / ptarca@peoplecube.com


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i Brandt Smith, "Growing Your Bottom Line Through Energy Management", IndustryWeek, 6 de abril de 2011
ii Felicity Barringer, "Massachusetts Sets Targets to Slash Carbon Emissions", The New York Times, 29 de dezembro de 2011
iii Stephen Stokes e Simon Mingay, "Hype Cycle for Sustainability and Green IT, 2010: Facilities Energy Management", Gartner, Inc. 29 de julho de 2010
iv Simon Mingay, Stephen Stokes, Keith Harrison, Zarko Sumic e Bettina Tratz-Ryan, "Predicts 2011: Sustainability Facing a Long Path to Fruition", Gartner, Inc. 18 de novembro de 2010

Tradução: Carina Marcondes
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