Positivo anuncia mais aquisições no interior do Paraná

Colégio Girassol, Colégio Neo Master e Pró Master Vestibulares são as três novas unidades localizadas em Ponta Grossa

Colégio Neo Master, uma das aquisições em Ponta Grossa (PR) 

Com receita líquida de R$ 1.118.640.000,00 e lucro líquido de R$ 117.628.000,00 em 2017, o Grupo Positivo anuncia a aquisição de três unidades em Ponta Grossa, no interior do Paraná: o Colégio Girassol, o Colégio Neo Master e o Pró Master Vestibulares. O investimento no município irá proporcionar Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, curso preparatório e Ensino Superior na cidade.

A negociação faz parte da estratégia de expansão da Divisão de Ensino do Positivo em território nacional, que teve início em junho de 2016, quando o Grupo assumiu a administração de duas unidades do Colégio Posiville, em Joinville (SC), que passaram a se chamar Colégio Positivo Joinville e Curso Positivo Joinville. Em 2017, o Grupo agregou às suas unidades uma sede da Universidade Positivo e uma do Colégio Positivo, em Londrina (PR).

Em Curitiba, o Grupo possui cinco unidades do Colégio Positivo (que atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio), quatro sedes do Curso Positivo (que atua na área de pré-vestibular), e sete unidades da Universidade Positivo (que oferece cursos superiores de Bacharelado, Licenciatura e superiores de Tecnologia, além de cursos livres e Pós-Graduação nos níveis de Especialização, Mestrado e Doutorado). São 5 mil alunos no curso pré-vestibular, 8 mil no Ensino Fundamental e Médio, e mais de 40 mil estudantes na Universidade.

Colégio Positivo Joinville: início da expansão da Divisão de Ensino do Positivo em território nacional 

De acordo com o presidente da Divisão de Ensino do Grupo Positivo, Paulo Cunha, Ponta Grossa está entre as economias que mais crescem na região sul do país - e já se destaca no cenário nacional. O município está no ranking das 100 melhores cidades para investir no país, segundo levantamento da consultoria Urban Systems, que leva em conta 28 indicadores de diversas áreas, como a sociodemografia, economia, saúde, educação, finanças, transporte e infraestrutura, além de planejamentos para o futuro. "A médio prazo, o Grupo Positivo pretende dobrar o número de alunos, com a aquisição de escolas pelo Brasil", revela Cunha.

O vice-presidente do Grupo Positivo, Lucas Guimarães, afirma que, em 2018, o investimento total do Grupo deve fechar na casa dos R$ 80 milhões - e que a prioridade é a compra de ativos. "Faz mais sentido adquirir ativos com marcas tradicionais e que tenham força regional, além de potencial de crescimento, do que começar do zero com a nossa bandeira. Além disso, já temos uma participação de mercado relevante em Curitiba e precisamos ir para outras praças", justifica. Mas não descarta também a construção de novas unidades onde não houver proposta de marcas fortes em funcionamento. "Até porque, apesar de haver muitos colégios com problemas financeiros disponíveis para aquisição, existem as escolas que compram os sistemas de ensino da Editora Positivo, e a ideia é evitar a canibalização".

Lucas Guimarães, vice-presidente do Grupo Positivo

Na rede privada, mais de 500 mil alunos utilizam o material didático do Positivo e na rede pública de ensino, 240 mil. Os sistemas de ensino da Editora representam 41% do faturamento do Grupo, e a universidade e os colégios próprios respondem por uma fatia de 43%.

Abertura de capital

Em junho, o vice-presidente do Grupo Positivo, Lucas Guimarães, confirmou o elevado interesse de investidores na educação básica e contratou o Banco BTG Pactual como assessoria para avaliar a possível abertura de capital. Segundo Guimarães, o processo deverá ter início em 2019. "Estamos focando na perenização do negócio. O IPO fortalecerá o Conselho e a nossa governança corporativa, aumentará transparência e a nossa disciplina no reporte de resultados, pois precisaremos prestar contas - de investidores institucionais a pessoas físicas que investem na bolsa", justifica. Ainda segundo Guimarães, o processo não visa ao levantamento de capital para novos investimentos: "As áreas de Ensino e Soluções Educacionais têm expandido organicamente e por aquisições - e pretendemos continuar nesse caminho", ressalta.

Fotos Divulgação