Construção sustentável no Brasil

Livro recém publicado foi desenvolvido em parceria da CBCS, MMA e PNUMA BRASIL

Resultado de uma iniciativa do CBCS - Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente - MMA e com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA Brasil, a publicação “Aspectos da Construção Sustentável no Brasil e Promoção de Políticas Públicas” foi recentemente lançada no País.

Com o objetivo de fornecer insumos para a promoção de políticas públicas de expansão da construção sustentável, trata-se de um estudo técnico que recolhe subsídios e traça recomendações. Composto por capítulos sobre os temas água, energia e materiais, este trabalho multidisciplinar foi elaborado em interlocução com  entidades representativas e profissionais do setor e futuramente poderá ser ampliado para outras áreas do conhecimento.

“O documento reflete uma realidade: o momento da conscientização sobre a importância da construção para o desenvolvimento sustentável já está superado. Agora é necessário discutir e acordar estratégias para reduzir o impacto ambiental de forma progressiva, com metas para todos os participantes”, diz o conselheiro e coordenador do Comitê Temático Materiais do CBCS, Prof. Vanderley M. John.

“A realização deste projeto fortalece a missão do CBCS de disseminar conhecimento e fundamentar o debate. A construção civil requer uma série de ações sistêmicas, a serem adotadas por todos os agentes da cadeia produtiva e, também, por parte do poder público e da sociedade. O documento se insere neste contexto”, esclarece Diana Csillag, conselheira do CBCS e integrante da equipe envolvida no processo de pesquisa e consulta ao setor.

A integração de parceiros do CBCS, acadêmicos, profissionais atuantes no mercado e representantes de entidades tais como ABCP, ABRAFAC, ABRAMAT, ANTAC, AsBEA, CBIC, FGV-Ces, OEB, SECOVI-SP, UFSC, USP e UNIETHOS em torno de um processo participativo de coleta e troca de informações foi determinante para o sucesso da iniciativa.

A conselheira do CBCS Cristina Montenegro acredita que “a parceria entre o MMA, PNUMA e CBCS se insere em uma agenda mais ampla de produção e consumo sustentável, em linha com a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 das Nações Unidas. A ação articulada entre governo, setores acadêmicos e empresariais se revela estratégica para o desenvolvimento sustentável e inovador do setor de construção e reúne todos os elementos para colocar o Brasil em posição de vanguarda nesta área”.

“Em um cenário mundial que indica aumentos progressivos em custos de energia, eventual esgotamento dos combustíveis fósseis e necessidade crescente da preservação de recursos naturais, as edificações e os ambientes construídos brasileiros são responsáveis por 48% do consumo final de energia elétrica no país. As questões de eficiência energética e de investimentos em fontes alternativas sustentáveis, tais como fotovoltaica e eólica, ganham ainda mais força quando consideramos que a nossa matriz é hidrelétrica. Ao participar, no âmbito do CBCS, desta importante publicação, busquei, em conjunto com o grupo de trabalho, gerar subsídios de conhecimento para que o governo possa definir políticas públicas apropriadas ao setor”, afirma o conselheiro e coordenador do Comitê Temático Energia do CBCS, Prof. Roberto Lamberts.

Para o conselheiro e coordenador do Comitê Temático Água do CBCS, Prof. Orestes M. Gonçalves “a necessidade de adequação dos sistemas urbanos e prediais à nova realidade da oferta reduzida de água exige a implementação de ações estruturantes que promovam o uso racional e a gestão da demanda de água”. Ele conta que na publicação elaborada pelo CBCS é proposto um conjunto de ações institucionais,  tecnológicas, de desempenho, de capacitação profissional e de sensibilização da sociedade, que pode servir de base à formulação de políticas públicas de gestão da demanda de água.

“Utilizou-se como referências os programas institucionais - governamentais e setoriais – desenvolvidos nos últimos 15 anos, os avanços tecnológicos das últimas décadas e a experiência internacional na promoção da conservação e uso racional da água”, explica Orestes.

“Ainda há importante trabalho a ser feito. A abordagem atual restringiu-se a três áreas, mas a quantidade de tópicos e de áreas deve ser expandida. Também há necessidade de se definir estratégias para a implementação das ações recomendadas. Ressalto que o trabalho indica que estas estratégias e definições devem ser feitas juntamente entre o setor da construção, a academia, o governo e a sociedade”, conclui Diana Csillag.

A íntegra da publicação “Aspectos da Construção Sustentável no Brasil e Promoção de Políticas Públicas” já está disponível online. (http://bit.ly/11ig59A).